sexta-feira, 2 de maio de 2014

Módulo 9 - Modernismo 

Chama-se genericamente modernismo (ou movimento modernista) o conjunto de movimentos culturais, escolas e estilos que permearam as artes e o design da primeira metade do século XX. Apesar de ser possível encontrar pontos de convergência entre os vários movimentos, eles em geral se diferenciam e até mesmo se antagonizam.
Encaixam-se nesta classificação a literatura, a arquitetura, design, pintura, escultura, teatro e a música modernas.
O movimento modernista baseou-se na ideia de que as formas "tradicionais" das artes plásticas, literatura, design, organização social e da vida quotidiana tornaram-se ultrapassadas, e que se fazia fundamental deixá-las de lado e criar no lugar uma nova cultura. Esta constatação apoiou a ideia de reexaminar cada aspecto da existência, do comércio à filosofia, com o objetivo de achar o que seriam as "marcas antigas" e substituí-las por novas formas, e possivelmente melhores, de se chegar ao "progresso". Em essência, o movimento moderno argumentava que as novas realidades do século XX eram permanentes e eminentes, e que as pessoas deveriam se adaptar a suas visões de mundo a fim de aceitar que o que era novo era também bom e belo.
A palavra moderno também é utilizada em contraponto ao que é ultrapassado. Neste sentido, ela é sinónimo de contemporâneo, embora, do ponto de vista histórico-cultural, moderno e contemporâneo abranjam contextos bastante diversos.


quinta-feira, 1 de maio de 2014





Módulo 9 - Textos Líricos 
Fernando Pessoa heterónimos 


Modulo nº 9 - Textos liricos

* modernismo na literatura portuguesa
* Artes Plásticas: Amadeo de Sousa Cardoso , Almada Negreiro , Santa Rita- Pintor , Pablo Picasso(seleccionar imagens destes artista )
*Fernando Pessoa - vida e obra
seleccionar poemas de Fernando Pessoa ortónimos
* Génese dos Heterónimos
" Carta de Fernando Poesia a Adolfo Casais Monteiro"
* Fernando pessoa ortónimos : 
- características da poesia do ortónimos e analise de dois poemas  








segunda-feira, 17 de março de 2014

Os Maias - sarau literário 

http://prezi.com/vuvoilcvnz-f/maias-sarau-literario-cap-xvi/

domingo, 16 de março de 2014

Corrida de Cavalos na obra de Os Maias


http://www.slideshare.net/paulatoipa/corrida-de-cavalos2

sábado, 15 de março de 2014

Os Maias - O Jantar do Hotel Central (Crítica Social)

http://prezi.com/5dmmmghbzm-y/os-maias-episodio-do-hotel-central/

sexta-feira, 14 de março de 2014

Educação em Os Maias


No romance Os Maias, Eça de Queirós, no propósito de elaborar um retrato da sociedade, que se percebe no subtítulo Episódios da Vida Romântica, edentro do espírito naturalista, procura encontrar razões para a crise social, política e cultural a partir da formação do indivíduo. Fator de humanização, desocialização e de autonomia, a educação produz ou reproduz modelos sociais e políticos que propõem um sistema de valores e princípios que são a base deuma sociedade.
O tema da educação é frequentemente tratado por Eça de Queirós e surge n'Os Maias como um dos principais fatores comportamentais e da mentalidadedo Portugal romântico por oposição ao Portugal novo, voltado para o futuro. Não só deparamos com dois sistemas educativos opostos, como é frequentever as conceções de educação afloradas ao longo da obra através de opiniões das personagens ou das mentalidades e cultura que revelam. 
Pedro da Maia e Eusebiozinho protagonizam a educação tradicionalista e conservadora, enquanto Carlos recebe a educação inglesa. A incapacidade paraenfrentar as contrariedades ou a capacidade para se tornar interveniente na sociedade são as consequências imediatas dos processos educativos opostos.

A educação tradicionalista e conservadora caracteriza-se pelo recurso à memorização; ao primado da cartilha apenas com os saberes e os valores aíinsertos; à "moral do catecismo" e da devoção religiosa com a conceção punitiva do pecado; ao estudo do latim como língua morta; à fuga ao ar livre e aoreceio do contacto com a Natureza.
A educação inglesa caracteriza-se pelo desenvolvimento da inteligência graças ao conhecimento experimental; pelo desprezo da cartilha, embora com adefesa do "amor da virtude" e "da honra" como convém a "um cavalheiro" e a "um homem de bem"; pela ginástica e pela vida ao ar livre; pelo contactodireto com a Natureza, pelo gosto das línguas vivas.
A educação tradicionalista e conservadora desvalorizou a criatividade e o juízo crítico, deformou a vontade própria, arrastou os indivíduos para adecadência física e moral. Em Pedro da Maia, por exemplo, levou-o a uma devoção histérica pela mãe e tornou-o incapaz de encontrar uma solução para asua vida, quando Maria Monforte o abandonou; em relação à personagem Eusebiozinho, tornou-o "molengão e tristonho", arrastou-o para uma vida decorrupção, para um casamento infeliz e para a debilidade física. 
A educação inglesa procurou "criar a saúde, a força e os seus hábitos", fortalecendo o corpo e o espírito. Graças a ela, Carlos da Maia adquiriu valores dotrabalho e do conhecimento experimental que o levaram a abraçar um curso de medicina e a projetos de investigação, de empenhamento na vida literária,cultural e cívica.

A vida de ociosidade de Carlos e o sequente fracasso dos seus projetos de trabalho útil e produtivo não resultaram da educação, mas da sociedade em quese viu inserido. A ausência de motivações no meio em que se movimentou, o próprio estatuto económico que não lhe exigia qualquer esforço e a paixãoromântica que o seduziu foram causas suficientes para, apesar de culturalmente bem formado, desistir, sentir o desencanto e afastar-se das atividadesprodutivas. Mas ao contrário do seu pai, Pedro da Maia, que, perante o fracasso amoroso, se suicidou, Carlos procura um novo caminho, elaborando umafilosofia de vida, a que chama "fatalismo muçulmano": "Nada desejar e nada recear... Não se abandonar a uma esperança - nem a um desapontamento.Tudo aceitar, o que vem e o que foge, com a tranquilidade com que se acolhem as naturais mudanças de dias agrestes e de dias suaves."