Frei Luís de sousa (1556-1632) nome religioso de Manuel de sousa Coutinho, nasceu em
Santarém e faleceu em Lisboa. Era fidalgo cavaleiro de Ordem Militar de Malta.
Esteve preso em Argel, vindo a conhecer a prisão Miguel de Cervantes. Libertado
em 1577, regressa a Portugal, prestando serviços ao rei Filipe II de Espanha e
vivendo dois anos em Valência. Regressa a Portugal e casa-se com D.Madalena de
Vilhena, após o desaparecimento deD. João
de Portugal, seu marido, na batalha de Alcácer Quibir. Assume vários
cargos, como o de capitão-mor de Almada e o de guarda-mor da Saúde. Após a
morte de sua filha, D.Ana de Noronha, separa-se da esposa e professa na Ordem
de São Domingos, dedicando-se inteiramente à escrita. Almeida Garret dedicou-lhe
o drama Frei Luís De Sousa (1844).
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Vida e Obra de Almeida Garret
João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu com o nome de João Leitão da Silva no Porto a 4 de fevereiro de 1799, filho segundo de António Bernardo da Silva Garrett, selador-mor da Alfândega do Porto, e Ana Augusta de Almeida Leitão. Passou a sua infância, altura em que alterou o seu nome para João Baptista da Silva Leitão, acrescentando o sobrenome Baptdo Douro (Vila Nova de Gaia), pertencente ao seu avô materno José Bento Leitão. Mais tarde viria a escrever a este propósito: "Nasci no Porto, mas criei-me em Gaia". No período de sua adolescência foi viver para os Açores, na ilha Terceira, quando as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal e onde era instruído pelo tio, D. Alexandre, bispo deAngra.
- 1819 Lucrécia
- 1822 O Toucador
- 1825 Camões
- 1826 Dona Branca
- 1828 Adozinda
- 1829 Lírica de João Mínimo; Da Educação (ensaio)
- 1830 Portugal na Balança da Europa (ensaio)
- 1838 Um Auto de Gil Vicente
- 1841 O Alfageme de Santarém (1842 segundo algumas fontes)
- 1843 Romanceiro e Cancioneiro Geral - Frei Luís de Sousa (representação)
- 1845 O Arco de Sant'Ana - tomo 1; Flores sem fruto
- 1846 Viagens na minha terra; D. Filipa de Vilhena (inclui Falar Verdade a Mentir e Tio Simplício)
- 1848 As profecias do Bandarra; Um Noivado no Dafundo; A sobrinha do Marquês
- 1849 Memória Histórica de J. Xavier Mouzinho da Silveira
- 1850 O Arco de Sant'Ana - tomo 2;
- 1851 Romanceiro e Cancioneiro Geral - tomos 2 e 3
- 1853 Folhas Caídas
- 1871 Discursos Parlamentares e Memórias Biográficas (antologia póstuma)
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Romantismo
Romantismo foi um movimento artístico, político e filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII na Europa que perdurou por grande parte do século XIX. Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao racionalismo e ao iluminismo e buscou um nacionalismo que viria a consolidar os estados nacionais na Europa.
Inicialmente apenas uma atitude, um estado de espírito, o Romantismo toma mais tarde a forma de um movimento, e o espírito romântico passa a designar toda uma visão de mundo centrada no indivíduo. Os autores românticos voltaram-se cada vez mais para si mesmos, retratando o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos e desejos deescapismo. Se o século XVIII foi marcado pela objetividade, pelo Iluminismo e pela razão, o início do século XIX seria marcado pelo lirismo, pela subjetividade, pela emoção e pelo eu.
O termo romântico refere-se ao movimento estético ou, em um sentido mais lato, à tendência idealista ou poética de alguém que carece de sentido objetivo.
O Romantismo é a arte do sonho e fantasia. Valoriza as forças criativas do indivíduo e da imaginação popular. Opõe-se à arte equilibrada dos clássicos e baseia-se na inspiração fugaz dos momentos fortes da vida subjetiva: na fé, no sonho, na paixão, na intuição, na saudade, no sentimento da natureza e na força das lendas nacionais.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
As características e origem do texto dramático
O texto dramático é escrito para ser representado. Normalmente não tem narrador e predomina o discurso na segunda pessoa.

É composto por dois tipos de texto:
1- Texto principal, que corresponde às falas dosactores.
É composto por:
• Monólogo – uma personagem, falando consigo mesma,expõe perante o público os seus pensamentos e/ousentimentos;
• Diálogo – falas entre duas ou mais personagens;
• Apartes – comentários de uma personagem para opúblico, pressupondo que não são ouvidos pelo seuinterlocutor.
2- Texto secundário consiste nas didascálias, ou indicações cénicas) que se destina ao leitor, ao encenador da peça ou aos actores.
O texto secundário é composto:
- pela listagem inicial das personagens;
- pela indicação do nome das personagens no início decada fala;
- pelas informações sobre a estrutura externa da peça(divisão em actos, cenas ou quadros);
Estrutura interna – uma peça de teatro divide-se em Exposição – apresentação das personagens e dos antecedentes da acção. Conflito – conjunto de peripécias que fazem a acção progredir. Desenlace – desfecho da acção dramática.
Estrutura externa o teatro tradicional e clássico pressupunha divisões em ACTOS, correspondentes à mudança de cenários, e em CENAS , equivalentes à mudança de personagens em cena
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
domingo, 15 de dezembro de 2013
Classificação da Obra
sábado, 14 de dezembro de 2013
Batalha de Alcácer Quibir e D. Sebastião
Batalha de Alcácer Quibir
O dia 4 de Agosto marca o maior desastre da história militar portuguesa, não só pelo número de militares envolvidos mas também pelas consequências trágicas que teve. A batalha de Alcácer Quibir (ou batalha dos três reis) marca o principio do fim da II dinastia portuguesa e do período do império português da Índia e é o prenuncio de um período de 60 anos em que o reino de Portugal foi governado por um monarca estrangeiro.Tendo sido decidido atacar o norte de África para tentar aliviar a pressão que se fazia sentir sobre as fortalezas portuguesas, começou a formar-se um exército sem grande pressa o qual era constituída por um total de 17.000 homens, dos quais 5.000 eram mercenários estrangeiros. A armada parte de Lisboa a 25 de Junho de 1578, faz escala em Cadiz e aporta a Tanger, seguindo depois para Arzila.Aqui é cometido o primeiro erro crasso, pois a tropa é mandada seguir a pé de Arzila para Larache, quando o percurso poderia ser feito por via marítima.
Dom Sebastião
O dia 4 de Agosto marca o maior desastre da história militar portuguesa, não só pelo número de militares envolvidos mas também pelas consequências trágicas que teve. A batalha de Alcácer Quibir (ou batalha dos três reis) marca o principio do fim da II dinastia portuguesa e do período do império português da Índia e é o prenuncio de um período de 60 anos em que o reino de Portugal foi governado por um monarca estrangeiro.Tendo sido decidido atacar o norte de África para tentar aliviar a pressão que se fazia sentir sobre as fortalezas portuguesas, começou a formar-se um exército sem grande pressa o qual era constituída por um total de 17.000 homens, dos quais 5.000 eram mercenários estrangeiros. A armada parte de Lisboa a 25 de Junho de 1578, faz escala em Cadiz e aporta a Tanger, seguindo depois para Arzila.Aqui é cometido o primeiro erro crasso, pois a tropa é mandada seguir a pé de Arzila para Larache, quando o percurso poderia ser feito por via marítima.
Dom Sebastião
D. Sebastião I de Portugal (Lisboa, 20 de Janeiro de 1554 — Alcácer-Quibir, 4 de Agosto de 1578) foi o décimo sexto rei de Portugal, cognominado O Desejado por ser o herdeiro esperado da Dinastia de Avis, mais tarde nomeado O Encoberto ou O Adormecido. Foi o sétimo rei da Dinastia de Avis, neto do rei João III de quem herdou o trono com apenas três anos. A regência foi assegurada pela sua avó Catarina da Áustria e pelo Cardeal Henrique de Évora.
Aos 14 anos assumiu a governação manifestando grande fervor religioso e militar. Solicitado a cessar as ameaças às costas portuguesas e motivado a reviver as glórias do passado, decidiu a montar um esforço militar em Marrocos, planeando uma cruzada após Mulei Mohammed ter solicitado a sua ajuda para recuperar o trono. A derrota portuguesa na batalha de Alcácer-Quibir em 1578 levou ao desaparecimento de D. Sebastião em combate e da nata da nobreza, iniciando a crise dinástica de 1580 que levou à perda da independência para a dinastia Filipina e ao nascimento do mito do Sebastianismo.
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